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Alunos de Cataguases deixam sua marca em projeto Muriqui Linux

Alunos, professores e funcionários criaram o grupo MuriquiCat, que complementam a equipe de testes da nova versão Muriqui Linux 1.4. Mais uma unidade inserida no projeto de Implantação de Centros de Tecnologias Locais

    O projeto de Implantação de Centros de Tecnologias Locais criado e implantado pelo diretor de tecnologia da DoctumTec, Ulisses Leitão, integrou mais uma unidade Doctum. Desta vez foram os alunos de Cataguases os responsáveis por uma bateria de testes aferindo a qualidade e o desempenho da mais nova versão do sistema operacional de destaque em âmbito nacional, o Muriqui Linux 1.4.

    Alunos, professores e funcionários da Doctum de Cataguases criaram o grupo de testes MuriquiCat e para fortalecer o compartilhamento das informações inerentes a testes, resultados e demais ações idealizadas para o desenvolvimento do projeto foi criada uma lista de discussões no yahoogrupos. Os resultados finais são passados aos desenvolvedores da equipe DoctumTec. Os colaboradores complementam a numerosa equipe de testes do projeto, também representada pelo núcleo da unidade Doctum de Teófilo Otoni.


    A primeira fase dos trabalhos teve início no dia 20 de junho, quando os integrantes do MuriquiCat realizaram uma bateria de testes no sistema, verificando a estabilidade e a qualidade de seu processo de instalação, análise de conteúdo de documentação auxiliar aos usuários e para finalizar os testes de usabilidade do sistema e de seus mais de 70 aplicativos. Máquinas da Doctum, da empresa Júnior Gera.Net, laboratórios das Faculdades Integradas de Cataguases e demais instituições da cidade já receberam a mais nova versão do sistema Muriqui Linux.

    A proposta futura, segundo o diretor de tecnologia da DoctumTec, Ulisses Leitão, estima que os alunos dos cursos de Sistemas da Informação e Ciência da Computação, tanto das Faculdades Integradas de Caratinga (FIC) como das Faculdades Doctum, estejam preparados para iniciar o desenvolvimento de componentes para o sistema, estudando a fundo as diretrizes do projeto Muriqui Linux e contribuindo para o desenvolvimento das novas versões da distro.


    “Primeiramente, a fase de testes de um sistema é fundamental, pois é necessário aguçar seu olhar mais crítico diante dos milhares de quesitos em análise para o desenvolvimento de um sistema operacional. E este projeto de descentralização da tecnologia e troca de conhecimentos ganha forma e estabilidade porque não cabe aos alunos e demais envolvidos apenas identificar os problemas, mas também buscar e propor soluções. Ou seja, os alunos têm metas, responsabilidades diante de um trabalho que promove uma ampla troca de conhecimento e aplicabilidade de conceitos teóricos e práticos”, destacou o diretor, ressaltando a importância de repassar o conhecimento adquirido em sala de aula para a prática.

    O aluno do 3° período de Sistemas de Informação da unidade Doctum de Cataguases, Tiago Bittenncourt, que já possui experiência prática no trabalho com Linux avalia como positiva e satisfatória sua participação no projeto. ”A participação no projeto tem sido enriquecedora. Nos testes realizados em laboratórios o Muriqui apresentou a melhor performance e eficiência. O sistema tem se mostrado muito estável, de interface cada vez mais amigável ao usuário leigo e, além disso, em termos tecnológicos traz versões atualizadas dos pacotes, um repositório muito eficiente, contando com um grande numero de pacotes, kernel bem estável e sem o problema de montagem de dispositivos, o que atrapalha algumas outras distribuições do Linux”, destacou ressaltando que iniciou a migração para o Muriqui Linux no local onde trabalha.

Foto Oficial
Tiago  Bittenncourt., aluno do 3° perído de
Sistemas de Informação - Doctum Cataguases

    Os primeiros resultados do projeto de Implantação de Centros de Tecnologias Locais são animadores. Segundo destaca o professor e coordenador do curso de Sistemas de Informação da Doctum, Renato Costa, além da contribuição ao sistema Muriqui Linux, os benefícios se estendem à cidade, aos alunos e, conseqüentemente, ao mercado. “Como primeiro projeto é uma iniciativa que nos trará muitos frutos, pois desta forma estamos aproximando nossos alunos das tecnologias que desenvolvemos e eles passam a se sentir parte da instituição. Um ponto muito positivo refere-se ao interesse dos alunos do CEFET de Leopoldina, os quais se informaram sobre o projeto e explicitaram o desejo de estudar na instituição e participar do projeto. Além disso, os nossos alunos se mostram cada dia mais entusiasmados com o curso e com o projeto Muriqui Linux. Assim, temos a certeza de que estamos deixando a nossa contribuição para o desenvolvimento e expansão da área tecnológica de Cataguases, assim como oferecendo diferenciais para nossos alunos”, concluiu.